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01 maio 2014

Coppélia


No último semestre de 2013 tive o prazer de ilustrar o conto Coppélia, um trabalho fruto de duas paixões: a dança e o desenho. Foi um projeto para a matéria de Ilustração da Escola de Belas Artes da UFRJ, sob orientação do professor Salmo Dansa.

Na história um rapaz chamado Franz se apaixona por Coppélia, a moça nova na cidade, sem saber que ela é uma boneca. Ao perceber a ameaça, Swanilda, sua noiva, faz de tudo para separar o casal e reconquistar seu amado. Enquanto isso, Dr. Coppélius, o criador da boneca e dono de uma incrível loja de brinquedos procura a qualquer custo uma maneira de dar vida à sua querida Coppélia. 

Confiram abaixo algumas das artes finais do livro, já com o texto aplicado digitalmente. No final da postagem, ainda, vocês poderão conferir a conceituação e o making-of do livro. :)










30 abril 2014

Bologna Children's Book Fair 2014

Conhecido como o maior evento inteiramente voltado para a literatura infanto-juvenil do mundo, a Feira de Bologna acontece todo ano desde 1964, e é o lugar com a maior concentração de figuras lendárias no mundo da ilustração, literatura e edição de livros infantis por metro quadrado. Além disso, há uma exposição sensacional e várias mesas redondas inspiradoras distribuídas numa programação de quatro dias. Um sonho para qualquer um que já fez livros para crianças.


Para quem não mora no velho continente, a visita a Bolonha acaba ficando no campo das vontades, afinal, há a complicação de atravessar um oceano. Tudo tem que ser muito bem planejado para que se tenha um bom proveito, e o viajante tem que ter a certeza que era a hora certa para ir. Por esse motivo, enquanto muitos brasileiros nunca nem foram na feira, os europeus já "perderam a conta" de quantas vezes foram a Bologna: para eles, é como fazer uma viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo.

E é aí que eu entro: eu já estava do outro lado da poça desde fevereiro, completando meus estudos em Design (ilustração, né? Vamos ser francos) em Portugal. Eu não sabia se era a hora certa e muito menos havia planejado alguma coisa até dois meses antes da feira, mas com a Itália ali, do ladinho, ir à Bolonha não era mais uma vontade, mas sim uma obrigação.

Coincidência ou não, 2014 foi o ano do Brasil ser o país homenageado no evento e, para mim, foi como ir pela primeira vez numa copa do Mundo e ver seu time sair campeão – literalmente, pois essa edição ainda contou com a gloriosa vitória do Roger Mello, o primeiro ilustrador brasileiro a ganhar o prêmio Hans Christian Andersen... Mas isso eu explico mais abaixo. Vamos por partes:





29 abril 2014

Ilustração para capa da revista "Time Out Porto"





Mais um projeto realizado durante a minha estadia no Porto! Este foi para a matéria de Ilustração, do professor Júlio Dolbeth. A proposta era fazer duas capas de revista, utilizando como base duas matérias da Time Out Porto: "Cozido à Portuguesa – nosso top 10" e "Os 30 melhores museus do Porto e arredores".

A Time Out é uma revista que está presente em diversas metrópoles mundiais, e seu conteúdo é voltado para a cultura da própria cidade em questão, incluindo gastronomia, entretenimento, compras, etc. Sua primeira edição, a Time out London, data de 1968. No Porto, ela teve sua primeira tiragem em Abril de 2010.

O professor acompanhou todo o processo, estimulando o questionamento acerca de diversas questões, entre elas: as formas de trabalhar a composição dos elementos para tornar a capa de revista atrativa ao leitor, a adequação da imagem em relação às expectativas do público alvo, e o próprio diálogo com o tema, ou seja, se conseguimos passar a mensagem pretendida.

O maior desafio nesse trabalho foi pensar em uma ilustração adequada para notícias portuguesas, em uma revista para portugueses. Fatalmente o público alvo domina mais o assunto do que eu, uma brasileira residente em Portugal há menos de cinco meses, então não adiantaria eu tentar me aventurar na representação de elementos que não me fossem familiares. Assim, optei por desenvolver o tema utilizando recursos que eu tivesse um prévio conhecimento, e pudessem fazer referência à proposta.





24 março 2014

Portfolio 2014

Vejam aqui a versão completa do portfolio que eu levei para a Feira de Bologna 2014 :)

18 março 2014

Cinco representações de um único objeto

Um jeito bem legal de exercitar a criatividade :) 
Basta pegar um objeto que esteja presente no seu cotidiano e representá-lo de várias formas diferentes: uma realista, descritiva, outra demonstrando a sua funcionalidade sem inserir o objeto em si na imagem, uma humanizada e outra simbólica. Fiz esse exercício em uma aula na faculdade: Tínhamos cerca de seis horas para conceber e finalizar todos os desenhos, para simular o ritmo de trabalho real, e a única exigência era que devia ser feito em lápis de cor. 


Descritivo - sem representar o objeto
(clique aqui para ver o passo a passo deste desenho!)




Realista




Humanizado




 Descritivo




Simbólico

"Como seria o mundo sem a carteira?"






17 março 2014

Quebrando o porquinho

Aqui vai o passo a passo de um desenho que eu fiz para um exercício na faculdade. Devíamos pegar um objeto na bolsa, e representá-lo de várias formas diferente: uma realista, outra descrevendo como ele funciona, outra demonstrando a sua funcionalidade sem inserir o objeto em si na imagem, uma humanizada e outra simbólica. Tínhamos cerca de três horas para conceber e finalizar o desenho, para simular o ritmo de trabalho real, e a única exigência era que devia ser feito em lápis de cor. (Vocês podem ver todos os desenhos para este exercício aqui)

O objeto que eu escolhi foi a minha carteira, e este era o desenho descritivo sem o objeto. Eu deveria representar a essência da carteira sem representá-la, então procurei uma maneira demonstrar o ato de comprar algo. Tentei em pensar em "veículos" de compra: cartões, cheques, caixas regristradoras... mas todos eles puramente o ato de comprar, e o que eu queria era algo que representasse o outro lado, também: o da poupança. Por mais que a carteira seja um instrumento de compra, é nela que guardamos o dinheiro. E foi no clássico cofre de porquinho que eu encontrei o caminho a seguir para esta ilustração.





// composição

Procurei dispor os elementos na minha composição de forma a passar a mensagem que eu queria: a de que o menino abriu sua "poupança" para comprar um sorvete, sem confusão. Estabeleci um caminho visual, então, que vai do porquinho quebrado, até o menino pedindo o sorvete com o dinheiro, e a atendente interessada no lucro que vai ter com a venda. 

Eu não precisaria representar o rosto do menino pois as suas mãos e a expressividade do corpo já passavam a mensagem: a mão apoiada no carrinho de sorvete, perto de onde estão os montinhos de moedas, movimento que tem como sequencia a outra mão, apontando para o seu objeto de desejo. A cabeça, deslocada para a direita, como que para chamar a atenção da atendente virada de lado e recostada em uma posição relaxada. Esta, por sua vez, provavelmente tinha acabado de reparar o pequeno garoto que ali estava... e com isso ficou felizmente surpresa com a quantia que ele estava disposto a desembolsar. A posição tanto do porquinho quanto da moça olhando para o menininho faz com que o leitor não saia de dentro da composição neste percurso que vai de um a outro.


// o processo

Gosto sempre de começar pintando o plano de fundo, e por último os primeiros planos. Dessa forma, garanto que a definição dos planos mais destacados e dos personagens não seja prejudicada pelas demãos de lápis de cor. 








Uma das coisas mais interessantes na arte é que nem sempre você sabe qual rumo o seu trabalho vai levar. Este aqui é um bom caso desses! Comecei projetando o desenho de forma que o vendedor de sorvete fosse homem, mas acabei por optando em transformá-lo em uma mulher. 






// cores


Adoro usar a cores pra contar um pouco da história em meus trabalhos. Aqui, usei os destaques em amarelo naquilo que tinha a maior importância narrativa: o dinheiro, o menino e o sorvete. Escolhi de cara o vermelho pro carrinho de sorvete: ele deveria chamar atenção, era o motivo do desenho! Já os tons frios tanto na roupa da moça, quanto no carrinho e na blusa do menino foram pra manter o equilíbrio cromático entre as cores quentes e frias. E voilá! :




E aí, o que acharam? :)


27 novembro 2013

Os Amantes

Senhoras e senhores: minha primeira história em quadrinhos!



A história é baseada no conto "The Lovers" de Hans Christian Andersen, e diz respeito ao amor não correspondido entre uma bola e um peão. Adaptada e ilustrada (em quadrinhos!) por mim, nesta versão o palhaço de madeira é apaixonado por uma boneca de porcelana que, apesar de todos os galanteios, não dá uma chance para o boneco. 






As cores são dadas conforme as emoções do Palhaço, protagonista da trama. 























Alguns estudos:





Leia o a história completa aqui: